A arte sempre foi um veículo da alma. Através dela o ser humano foi capaz de expressar suas imagens mais internas e mais preciosas fossem elas sombrias ou luminosas. De Era em Era, a humanidade assinala seus estágios, seus reflexos, suas conquistas e suas dificuldades quando dá ao mundo interno uma forma visível ou palpável.
Ao trabalhar com a modelagem em argila, imaginamos o poder da terra na concretização dessas imagens ao tempo em que essa ponte, a massa argilosa, nos ajudaria a decifrar símbolos importantes de nossa jornada enquanto pessoas, em nosso processo de individuação.
Tocar a terra é tocar uma mãe, o inconsciente, a origem de todas as coisas e a fonte de onde se derivou a nossa consciência.
Associar isso à visão da Psicologia Analítica Junguiana nos enriquece o contato conosco mesmo, transcendendo a mera imagem que fazemos de nosso Eu, para mais além daquilo que julgamos ser e julgamos ver, na escala de nossas auto descobertas.